Não sei exatamente o que tem acontecido, mas ultimamente tenho olhado a vida de outra maneira, menos critica e bem mais sensível.
Como a TV fica ligada o dia todo no trabalho, acabo vendo pedacinhos de programas, e alguns me chamam a atenção. Como aconteceu na semana passada, com a entrevista dos ‘Victores Valentins’ do passado e do presente, no programa da Ana Maria Braga, e a emocionante história do jornalista Arthur Xexéo.
Xexéu lembrou: “Luis Gustavo era o ator preferido do meu pai, ele parava para ver Ti-ti-ti. Em 85, ele estava mal, com uma doença terminal. E ele adorou a novela! Era o momento da alegria que ele tinha às 7 da noite, quando começava Ti-ti-ti. Ele gostava quando o Victor Valentim aparecia. O dia dele era para esperar a novela começar. Às 7 da noite tudo melhorava porque Ti-ti-ti entrava no ar. Achei que ele ia ficar nervoso e morrer antes da novela acabar, mas ele assistiu tudo, só morreu depois que o último capítulo foi exibido. Ele não se permitiu morrer enquanto a novela não acabasse”.
Com esta matéria, acabei lembrando da minha avó Anunciata. Em 1990, quando ela se foi, passava a novela Pantanal (na Manchete). Em cada lapso de memória da minha querida, ela se via em meio trama, conversando com Zé Leôncio, Juma, etc. A novela tinha uma grande importâncias, pois também era um momento em que minha avós se desligada da vida real (e de sua enfisema pulmonar), e se ligava naquele mundo de fantasia.
Hoje penso que antes de criticar um programa de TV, vou pensar duas vezes, pois ele pode fazer toda a diferença na vida de uma pessoa.
* Veja a matéria: http://maisvoce.globo.com/videos/v/murilo-benicio-e-luis-gustavo-se-despedem-de-ti-ti-ti-no-mais-voce/1463055/
Beijocas...

A minha grande identificação com o filme foi porque cresci com uma amiga chamada Lady. Nasci em fevereiro e ela em junho, do mesmo ano. A ela que confidenciava meus maiores segredos, além de ficar horas deitada no quintal, com ela de travesseiro, quando imaginava desenhos nos mais diversos formatos de nuvens. Quando tínhamos 11 anos, ela foi minha primeira grande perda. Nossa, senti sua morte como se tivesse perdido um ente querido.